Fala aí, Lucas Estrela!

“Do eletrocarimbó ao brega e com muita fuleragem”

Lucas Estrela apresenta paisagens que permeiam as vivências em Belém do Pará a partir da música instrumental. Seu primeiro álbum, Sal ou Moscou (2016) pinta suas experiências de vida na capital paraense e suas matérias primas são a guitarrada e o tecnobrega. Em 2017 ele grava seu segundo álbum, Farol, que traz experimentos do carimbó com a música digital, além da tecnoguitarrada apresentada em seu álbum de estreia. O artista imprime suas visões sensoriais, referências e linguagem própria, deixando o ritmo mais pop e apontando em direção à consolidação de uma releitura da guitarrada paraense. Ele sobe ao palco do BR Instrumental na quinta-feira, 23, em show marcado para as 21h30, na Praça Nauro Machado. E é de Belém que ele manda seu recado: 

É a primeira vez que você se apresenta em São Luís? 

Sim, é a primeira vez, mas já conheço um pouco da cidade, inclusive parte da minha família é maranhense. Minha avó nasceu em Turiaçu e alguns familiares em São Luís. Sem dúvida, vou me sentir em casa.

Muita expectativa pra tocar no BR Instrumental?  

A gente tá numa expectativa muito grande porque só ouço coisas maravilhosas sobre o festival. Nossos amigos do Strobo tocaram na edição passada e o Léo sempre fala que foi um dos melhores festivais em que já tocaram, que eu vou adorar tocar aí, que a equipe é muito massa. Tudo isso me deixou com muita vontade. Conheci Alê e Luciana no Festival Se Rasgum do ano passado, através do meu produtor, o Marcel Arêde, depois do show do Criolina. Tô muito feliz que vai rolar esse ano!

Quem sobe no palco com você? 

Pra esse show vamos em quarteto, que é a formação que tô fazendo nos shows do novo disco, Farol. No repertório, além das músicas desse álbum, toco algumas tecnoguitarradas do primeiro disco, Sal ou Moscou, e ainda algumas cumbias em parceria com Waldo Squash, do Uaná System. A galera pode esperar um show bem dançante e quente! Do eletrocarimbó ao brega e com muita fuleragem no palco (rsrs).

Qual a importância de festivais como esse, que privilegiam artistas da cena independente? 

É sempre um prazer enorme tocar em festivais de música instrumental. Não tem coisa melhor! Além de ser um festival de pessoas que a gente admira muito, que trabalham com música e produção (a gente sabe que não é fácil) ainda tem esse destaque pro instrumental, o que torna ainda mais bonito. Me sinto honrado de poder levar um pouco da música paraense pro festival. Valeu, BR!

 

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